domingo, 28 de outubro de 2007

OS ALMÔNDEGAS (1976)



O conjunto 'Os almôndegas', com o Kleiton e o Kledir foram um dos maiores sucessos da nossa época.
Ao ouví-los, lembro-me da época em que estudava para o vestibular.

Fonte: YouTube.

RAUL SEIXAS (clipes do Fantástico)



De uma forma ou de outra, fomos influenciados pela música do Raul Seixas.
Este clipe do Fantástico, obtido no YouTube, reúne as músicas de sucesso da nossa época, com destaque para a música 'Gita', que foi objeto de discussão em uma das manhãs de formação, sob a batuta do Padre Glicério.

Fonte: YouTube.

sábado, 27 de outubro de 2007

GUERRA DO VIETNAM (1964-1975)



Nós acompanhamos apreensivos o desenrolar da Guerra do Vietnam pelos meios de comunicação.
Este vídeo apresenta algumas imagens, acompanhadas pela música 'Gimme Shelter' dos 'Rolling Stones'.

Fonte: YouTube.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

CINE GLÓRIA (2007)



Faço questão de postar esta imagem do Cine Glória, que foi luxuoso na década de 1960, decaiu na década de 1970 e fechou na década de 1980.
Freqüentei muito o Cine Glória no seu auge. Hoje, está sendo negociada a sua venda para a Igreja Universal do Reino de Deus e talvez seja esta a sua última imagem, publicada no Correio do Sul de 25.out.2007.
Ele também faz parte da nossa história.

Paccelli M. Zahler.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

LUCINEI (2007)


Igor, Ilma, Lucinei e um casal de amigos, da esquerda para a direita.


Aventura do Lucinei no interior de Roraima (2007).

Colaboração: Lucinei Silveira.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O ‘MARIA-FUMAÇA’

 
Por Paccelli José Maracci Zahler

Quase todos os dias, ao redor das 12 horas, quando estávamos saindo do Colégio N. S. Auxiliadora, ouvíamos um ‘shiii!shiii!shiii!’ cadenciado, como um trem Maria-Fumaça.
Era um senhor de cor azeviche carregando viandas de cinco recipientes em cada uma das mãos, que costumava percorrer a cidade de norte a sul correndo para entregar comida em casas de família.
Não demorou muito para ele receber o apelido de ‘Maria-Fumaça’.
Ficou conhecidíssimo na cidade, percorria a Avenida Sete de Setembro, chamando a atenção das pessoas.
Volta e meia, era notícia por seus acessos de agressividade. Armado com um porrete, saía batendo nos carros estacionados, causando prejuízos aos seus donos.
Um dia, eu estava descendo a Avenida Sete e levei um tremendo de um susto. Ele dobrou a esquina e subiu pela calçada onde eu estava, com uma corda nas mãos, e começou a bater nas pessoas. Eu fiquei paralisado, mas, felizmente, escapei ileso.
Diziam que, em determinadas ocasiões, ele abaixava as calças para mostrar seus dotes para as meninas. Como era desequilibrado, ninguém fazia queixas às autoridades competentes.
Um dia, estávamos esperando o horário de entrada para a aula de Educação Física no portão de trás do colégio. O ‘Maria-Fumaça’ dobrou a esquina correndo, com as viandas nas mãos, e fazendo o chiado característico de um trem.
Ao passar pelo grupo uniformizado para a aula de Educação Física, é claro que não escapou das piadinhas.
- Aí, ‘Maria-Fumaça’! – gritou um.
- Corre, negão, corre! – disse outro.
- Vai mais rápido, ô maricas! – gritou uma voz não identificada.
Para quê! O ‘Maria-Fumaça’ parou, largou as marmitas no chão, e encarou a turma toda.
Foi uma correria danada. Abriu-se um vazio no meio do grupo. Teve gente que foi parar atrás da esquina do susto que levou.
Pois bem, o ‘Maria-Fumaça’ abaixou as calças, revelando uma ‘anaconda descomunal’, levantou os braços, e gritou:
- Vem, vem! Vem aqui ver se eu sou maricas, vem!
Ficou todo mundo embasbacado pela atitude e pela ‘visão’ da ‘coisa’.
Como ninguém se manifestou, ele vestiu suas calças, pegou as marmitas e foi embora compassadamente, com aquele chiado característico: “Shiii!Shiii!Shiii!Shiii!”
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OTTO NAU (HISTÓRIA)

 
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Por Paccelli José Maracci Zahler

Em 1970, nós começamos a estudar História Geral no 1º Ano do Curso Ginasial e o professor era o Otto Nau.
Não sei muito a respeito dele, mas, se a minha memória não me trai, ele era diácono, em experiência para saber se tinha vocação sacerdotal. Entretanto, mais para o meio do ano, conheceu uma moça, apaixonou-se e decidiu se casar.
Do pouco que me lembro, o Otto Nau era loiro, olhos verdes, e um pouco gordinho.
Coincidiu que ele começou as aulas falando das grandes navegações e das naus portuguesas. Como o sobrenome dele era ‘nau’, qualquer coisa que acontecesse, fosse uma impossibilidade de dar aulas por problema de saúde ou qualquer outro motivo, o pessoal já dizia:
- Ih, o Otto Nau naufragou!
Era gargalhada na certa.
Eu me sentava na última cadeira da segunda coluna a partir da janela.
Em outubro daquele ano, o Prof. Otto Nau estava dando sua aula sobre a Revolução Russa e circulando pela classe. Passou por mim e ficou furioso ao me ver desenhando e me disse enraivecido:
- Muito bonito, desenhando durante a aula de História! Depois, quando dezembro chegar vai me pedir pontos para passar de ano. Qual a tua média?
Eu levei um susto com a reação dele.
Para passar de ano, eram necessários 56 pontos, ou seja, média 7,0 em oito meses de aula. Estávamos em outubro, eu me sentava no fundo da classe, na ‘cozinha’ como chamávamos, o local preferido dos alunos que aprontavam em sala de aula.
Eu parei de desenhar, olhei para ele e disse:
- Eu tenho 58 pontos, professor!
Ele não acreditou e me disse:
- Então me mostra a tua caderneta escolar!
E eu mostrei. Ele ficou vermelho, fechou a cara, murmurou um ‘hum!’ , se recompôs e continuou dando aula.
Naquele dia, o Prof. Otto Nau naufragou literalmente.

A PROVA DE DESENHO

 
Por Paccelli José Maracci Zahler

Foi em agosto de 1973 que aconteceu minha grande derrocada na prova de Desenho, disciplina ministrada pelo Prof. Boaventura no Coléglio N. S. Auxiliadora.
A prova podia ser feita com consulta, mas não se podia emprestar o material para outro colega reproduzir o desenho da prova.
- Cada qual com o seu material ! – determinava o Prof. Boaventura.
Tínhamos medo dele porque, caso alguém fosse pego emprestando o material de desenho para a prova era um zero na certa.
O Falcão sentava-se na carteira ao meu lado e tinha se esquecido o material de desenho. Como uma das questões estava em um caderno e a outra no outro, concordei em emprestar um deles para ele. Só que fiquei preocupado com o Prof. Boaventura. Ficava me perguntando se eu teria tempo hábil para pegar de volta o caderno, sem que o professor percebesse.
Assim, de preocupação em preocupação, o tempo foi passando e se esgotou. Entreguei a prova com alguns traços e tirei meu único 4,0 na prova de Desenho.
Aquele parece ter sido um dia aziago. Eu fiquei me lamentando por não ter conseguido fazer toda a prova. Foi minha única nota vermelha em Desenho.
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